Casa da KK?
30.4.04

Esse é um mail que recebi, meio grande mas que faz uma reflexao muito importante na sociedade atual. Aos que tiverem tempo e paciencia para ler, leiam.

A lei de Zeca Pagodinho

Diz uma história que numa cidade apareceu um circo, e que, entre seus artistas, havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural, que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar, para que assistissem ao tal artista, que possuía o dom de eliminar angústias.

Um dia, porém, um morador desconhecido procurou o doutor, tomado de uma profunda depressão. O médico então, sem relutar, indicou o circo, como o lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: "não posso procurar o circo... aí está o meu problema: eu sou o palhaço".

Como professor, vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalha para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que faz. Tenho a impressão que ensino no vazio (e sei que não estou só nesse sentimento), porque depois de formados meus ex-alunos parecem que se acostumam rapidamente com aquele mundo de iniqüidades que combatíamos juntos. Parece que quando meus meninos caem no mercado de trabalho, a única coisa que importa é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta e nem se alguém vai ser lesado nesse processo. Aprenderam rindo, mas não querem passar o riso à frente e nem se comovem com o choro alheio.

Digo isso, até em tom de desabafo, porque vejo que cada dia mais meus alunos se gabam de desonestidades. Os que passam os outros para trás são heróis e os que protestam são otários, idiotas ou excluídos, é uma total inversão dos valores. Vejo que alguns professores partilham das mesmas idéias e as defendem em sala de aula e na sala de professores e se vangloriam disso. Essa idéia vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do
cantor Zeca Pagodinho, no episódio da guerra das cervejas e quase todos disseram que o cantor estava certo, tontos foram os que confiaram nele. "O importante professor é que o cara embolsou milhões", disse-me um; outro: "daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sendo o Zeca, só que um pouco mais rico", todos se entreolharam e riram, só eu, bobo que sou, fiquei sem graça. O pior é quando a gente se dá conta que no Brasil é assim mesmo, o que vale é a lei de Gérson: "o importante é levar vantagem em tudo". A pergunta é: é possível, pela lógica, que todo mundo ganhe? Para alguém ganhar é óbvio que alguém tem de perder.

A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado; é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada; é fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha; é cortar a fila do cinema ou da entrada do show; é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu; é marcar só o gabarito na prova em branco, copiado do vizinho, alegando que fez as contas de cabeça; é comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas; é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba; é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde; é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas; é arrancar
placas de trânsito e colocá-las de enfeite no quarto; é trocar o voto por empregos, pares de sapato ou cestas básicas; é fraudar propaganda política mostrando realizações que nunca foram feitas (assim como costuma fazer a dupla sertaneja Lula e Duda). É a lógica da perpetuação da burrice. Quando um país perde, todo
mundo perde. E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo. Parafraseando Schopenhauer: não há nada tão desgraçado na vida da gente, que ainda não possa ficar pior.

Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o sol. Felizmente há os descontentes, os lutadores, os sonhadores, os que querem manter o sol aceso, brilhando e no alto. A luz é e sempre foi a metáfora da inteligência. No entanto, de nada adianta o conhecimento sem o caráter. Que nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História, quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros. Acho que o mundo (e, sobretudo,
o Brasil) precisa mais de gente honesta do que de literatos, historiadores ou matemáticos.

Ou o Brasil encontra e defende esses valores e abomina Zecas, Gérsons, Dirceus, Dudas e todos os marketeiros que chamam desonestidades flagrantes, de espertezas técnicas, ou o Brasil passa de país do futuro, para país do só furo.

De um Presidente da República espera-se mais do que choro e condecoração a garis honestos, espera-se honestidade em forma de trabalho e transparência. De professores, espera-se mais que discurso de bons modos, espera-se que mereçam o salário que ganham (pouco ou muito) agindo como quem é honesto. A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos. Quem plantar joio, jamais colherá trigo.

Quando reflexões assim são feitas, cada um de nós se sente o palhaço perdido no palco das ilusões. A gente se sente vendendo o que não pode viver, não porque não mereça, mas porque não há ambiente para isso. Quando seria de se esperar uma vaia coletiva pelo tombo, pelo golpe dado na decência, na coerência, na credibilidade, no senso de respeito, vemos a população em coro delirante gritando "bis" e, como todos sabemos, um bis não se despreza. Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo! bravo! E vamos todos rindo e afinando o coro do "se eu livrar a minha cara o resto que se dane". Enquanto isso o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com a sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz: "Esse é o problema... eu sou o palhaço".

(Nailor Marques Júnior)

ThoMaS - 10:39


28.4.04

" Eu poderia suportar, embora nao sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles nao procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condiçao me encoraja a seguir em frente pela vida... mas e delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora nao declare e nao os procure sempre...."
Vinicius de Moraes

KK - madinha - 15:41


27.4.04

Em homenagem ao Dré e aos seus amigos



ThoMaS - 19:51


26.4.04

Algo que estava para postar faz um tempo...



ThoMaS - 10:51


23.4.04

Férias, baladas e futebol

AE AE!!! Voltei depois de MUITO tempo sem postar, mas com a corda toda. Primeiro vou falar da facul, onde tive um dos meus melhores "semestres" (na verdade esse foi meu primeiro quadrimestre, mas isso explico outra hora), fechando em 5 de 6 materias, e tendo 2 semanas pra estudar pra rec da ultima (ODEIO fisquim). Nesse quadrimestre tb comecei a me integrar mais com o pessoal, conhecendo pessoas bem legais e passando a destruir um poko da barreira que sempre fiz em torno de mim. Enfim, esse foi por enquanto meu melhor periodo da Poli.

Entrei de ferias mesmo na terca, e desde entao voltei a reviver aquele clima descontraido de ferias. Todo mundo que conheco falou que eu estava mais estressado que nunca, mas em compensação meu desempenho acadêmico voltou a ser decente. Na terca, fui a um barzinho do Tatuape e pude constatar uma coisa: nascemos para frequentar botecos. Bares sao legais de vez em qdo, mas nada como akele boteco de sempre com a cerveja gelada e a preco justo com os amigos.

Na quarta, conseguimos juntar 13 pessoas pra jogar bola (eu, Thadeu, Fei, Gibinha, Diego, Ricardo (lenda!),Giba, Braz, Cesar, Ilson, Fagner, Alencar, e o cunhado do Fagner, que o Thadeu muda o nome depois) e 3 pra assistir (Ny, KK e Pequeno). Qse matei o Alencar qdo chutei o joelho dele e me fudi qdo chutei a sola do pé do Gibinha, mas constatamos que isso é algo que deveriamos fazer com mais frequencia. Apesar do comeco promissor, qdo fiz 2 gols, fui rendido pelo cansaco, jah q volto de contusao grave no joelho esquerdo. Os mais quebrados no dia seguinte foram eu e o (W)Ilson segundo o Thadeu.

Ontem, fiquei o dia todo na casa da Ny, ajudando-a a estudar inglês, e hj vou rever 2 pessoas mto ausentes atualmente, os irmãos Dô e Dré. Como é aniversário do último, e amanha tem Skol Beats, vamos celebrar hj. Amanha vou no niver da Ju, minha amiga da Poli e no domingo tb jah tenho compromissos... Como é BOM estar de FÉRIAS!!!

ThoMaS - 21:11


18.4.04

Ouça Rock Progressivo e seja muito feliz.
Rick Wakeman, Yes, Genesis, Pink Floyd, Rush, Emerson Lake & Palmer, Bacamarte, O Terço, etc...

Thadeu? - 22:17


13.4.04

Bom,

deixo aqui minha corrente de pensamento positivo pelos fatos ocorridos nos últimos dias. Quando o racional não é mais possível, é hora de se apegar a Deus e rezar, rezar, rezar,.....

FEI - 09:38


10.4.04

Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll

- Podia-me dizer por favor, qual é o caminho para sair daqui? - Perguntou Alice.
- Isso depende muito do lugar para onde você quer ir. - disse o Gato.
- Não me importa muito onde... - disse Alice.
- Nesse caso não importa por onde você vá. - Disse o Gato.
- ...contanto que eu chegue a algum lugar. - acrescentou Alice como explicação.
- É claro que isso acontecerá. - Disse o Gato - desde que você ande durante algum tempo.

Thadeu? - 23:05


9.4.04

Quando você estiver de saco cheio de tudo, mau humorado, estressado, a beira de um colapso nervoso. Mesmo sem saber o porque de tudo isso.
A minha dica é ...
Ouça o último CD da Björk, chamado Vespertine.
... e é isso ai ...

Thadeu? - 12:52


2.4.04

Momento Infância

Sempre digo que a última infância de verdade foi para quem nasceu no início dos anos 80, como todos nós do blog. Todos nós tivemos a oportunidade de ser crianças "inocentes". E eu acho isso imprescindível para a formação de qualquer pessoa.
Aqui vai uma música pra lembrar um pouco dos nossos tempos de criança.....

A Casa
Vinícius de Moraes
(A Arca de Noé - 1980)

Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali

Mas era feita
Com muito esmero
Na rua dos bobos
Número zero.

Thadeu? - 00:41


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