| Quinta-feira, Novembro 11, 2004 |
Vida (In)tensa - Parte 2 (qtos vao ter paciencia de ler tudo isso? Aposto q ninguem!)
Sabado de manha, o ingles comeca as 8h e eu tinha prometido q iria buscar a Ny em casa, jah q nao queria q nos reencontrassemos depois de 2 meses longe, na frente de todos da sala. 7h25: depois de rolar por um tempo na cama, vejo que jah tou qse atrasado e me levanto. 7h26: entro no banheiro. 7h28: comeco a tomar banho. 7h35: saio do banho e corro pra me trocar. 7h40: arrumo minha mala pra passar o dia todo na casa da Ny. 7h45: Depois de ter recusado tomar cafe da manha, entro no meu carro e saio da garagem. 7h51: Voltando a dirigir com habilidade e destreza, chego a casa da Ny e adentro a garagem com meu controle remoto, q alguns acham absurdo eu ter. 7h52: Sorrio. Sinto uma alegria muito grande no coracao. Um abraco forte, muitos bjos. Fim de uma saudade longa e dificil. Te amo Ny.
Bom, ela dizia jah nao acreditar que eu iria busca-la, jah q sabia q meu voo chegaria de madrugada, mas consegui chegar e fomos entao ao cultura. Alegria de ver o pessoal que gosto tanto! Fugi dos olhares das secretarias e da dona da escola para ir assistir uma aula for free, afinal nao tou pagando esse semestre, mas faco (ou pelo menos deveria) as aulas a distancia, pela net mesmo. Foi bem legal voltar a ver todo o povo, pena q todos deram o cano e nao foram pra casa da Ny a noite...
Na casa da Ny, tracei uma bela feijoada do Guaru e matei saudades da minha Bohemia. Pra variar um poko, capotei na cama dela, enquanto ela estava no cabeleleiro. As 19h mais ou menos, as pessoas comecaram a chegar, e eu ainda nao havia tomado banho e me arrumado... Ate as 20h10 o movimento foi meio fraco, mas dae comecou a chegar bastante gente, apesar de nao ter ido todos q esperavamos. Matei saudades da minha familia, dos meus amigos e da familia e amigos da Nyzinha. Apesar de bem corrido, como todos os nivers sao, deu pra se divertir bastante! Esse ano eu subi no ranking do bolo e jah sou o terceiro!! Passei ate o seu Drauzio! Voltei pra casa as 2h30, e capotei na cama.
Domingo, dia do ocio. Almocei 2 paes com mortadela Ceratti (q delicia!!!) pq tava moh cheiao das pizzas do dia anterior q o padrinho da Ny tinha feito. Fui na casa da Ny um poko depois pra gente poder dar uma passada na casa do Thadeu, pq a mae dele tinha feito o sorvete de q tanto gosto, especialmente pra mim! Hehehe. Fui entao comer infinito de novo lah no Chumar, um rodizio de comida japonesa q minha familia adora! Tivemos um jantar agradabilissimo, e mais uma noite se encerrou pq logo cedo na segunda eu tinha compromissos.
As 7h55 jah estava na boa e velha Dutra, rumando ao consultorio de meu dentista, Hayashi, para uma checagem de rotina (afinal, depois de 2 meses eh bom neh?), onde fiquei um poko de tempo a mais pq sempre acabamos conversando sobre alguma coisa. Fui entao encontrar minha amiga / psicologa / paciente, a Ju. Ela tava com uma ideia fixa de caminhar no parque, e pra mim nao sobrou alternativa senao acompanha-la. Apesar da garoa q qse nos segurou, ficamos caminhando / conversando por mais de 1h30. Ela foi a ultima pessoa diferente q vi no feriadao.
Voltei entao pra casa, me troquei rapidamente (afinal, tava meio melado) e fui no McDonald's com a Ny! Aqui em Aracruz nao tem Mc e em Vitoria tem alguns, mas com a frequencia q eu vou pra lah, dah pra entender pq quis comer no Mc. Fiz meu tradicional pedido e depois fomos assistir "Uma Saida de Mestre" na casa dela, um DVD q estava loko para assistir jah faz um tempo. Injusto o tempo passar tao rapido qdo estamos fazendo algo tao bom como namorar...
Voltei novamente pra casa para descansar e me arrumar para minha despedida no El Kabong, restaurante de comida Mexicana q sempre tive vontade de conhecer. Fomos em 7 pessoas e gostei deveras do lugar, q tem um ambiente legal e uma comida mto boa, alem de garconetes simpaticas, sendo o unico problema o preco... Mais um dia indo dormir tarde (fora que o horario de verao roubou uma hora do meu feriado!), e a ultima noite q passaria em casa por 2 meses. Alias, isso causou uma reclamacao mto grande por parte de minha familia q me acusou de soh ter usado a casa pra dormir, q nao tinha voltado com o objetivo de ve-los, mas unicamente para ver a Nyzinha... Calunias e inverdades!
2 de novembro, Dia de Finados. Mesmo q nao fosse, iria de qq jeito ao tumulo de minha mae para agradecer tudo q ela fez e ainda continua fazendo por mim. Tenho certeza q de alguma maneira ela me observa, me protege e se sente orgulhosa pela pessoa que me tornei. Infelizmente eh uma saudade que nao tenho como deixar de sentir... Depois entao fomos à casa da minha tia para um almoco final, de despedida da minha familia. Soh em familia de japones pra ter sashimi e churrasco na mesma refeicao... Atrasado, voltei pra casa e terminei de arrumar as malas. Me despedi do meu amor, e fui com meus irmaos e meu pai ao aeroporto.
Check-in feito, ficamos parados esperando dar a hora do voo. Meu excesso de calma desesperava minha irma que achava q iria perder o voo, mas fui o penultimo a entrar no meu voo apertado de volta. Ninguem chorou dessa vez, acho q por saber jah como lidar com essa situacao, e por saber q me cuido direito por aqui... Voo rapido, onde dormi a maior parte do tempo e q durou apenas 1h. Seu Valdir foi me buscar no aeroporto e voltamos para Aracruz, onde fui bem recebido de volta.
Fomos de novo ao calcadao e conversamos sobre a minha viagem e sobre o ocio de todos durante o feriado, jah q mtos, como eu, haviam viajado durante o feriado. Terca com sabor de segunda e volta ao trabalho. Fim do feriado e a saudade voltava a me dominar, culminando em uma crise no sabado. Detalhes a seguir...
ThoMaS - 21:28
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| Quarta-feira, Novembro 10, 2004 |
Vida (in)tensa - Parte 1 (ia escrever um post soh, mas vi q ele ia ficar MTO grande...)
Nossa blog, ha qto tempo! Nem postei nada sobre a festa da Nexen, que jah fazem duas semanas que jah foi... Bom, mas o q dizer qdo tenho tanto pra falar? Vou tentar puxar tudo q aconteceu da minha memoria, mas de maneira resumida, sem mta atencao aos detalhes, somente pra vcs saberem com anda minha vidinha...
A festa da Nexen foi mto boa, foi num buffet bem bonito em Vitoria, aonde fomos na van do Tio Jadir, fomos servidos pelo nosso proprio garcom particular, o Edilson, e onde constatei que a cada dia q passa, vou ganhando resistencia ao alcool, ou nao! Depois q eu fui me tocar que durante a noite toda, nao havia bebido nada que nao tivesse alcool... Hehe. Mas foi bem dahora as homenagens, o fato de eu ter conversado com o presidente mundial da Nexen Chemicals, a minha participacao no video de 5 anos, tudo! Bem dahora participar de festas de empresa...
Dae na quinta, rolou um "ate logo" pra mim com o pessoal aqui de Aracruz... Fomos no calcadao beber cerveja e conversar, e ainda tive de arrumar as malas qdo cheguei em casa... Fui dormir moh tardao aquele dia, acho q as 2h30 mais ou menos...
Na sexta, acordei detonado, mas tinha que ir trabalhar ainda. Como pensava em ir pro aeroporto direto da empresa, fui com as malas pra empresa de carro com o Wagner, e fiquei fazendo cerao depois do expediente ate as 20h. Legal estar na planta depois do expediente administrativo, tudo eh mais tranquilo e dah pra trabalhar melhor... Segui entao para o aeroporto e passei vergonha, jah q fiquei mais de 1h numa lojinha do projeto Tamar escolhendo presentes pra levar pra galera, mas meu cartao resolveu nao funcionar... Fiquei com a cara no chao e a mulher ficou extremamente irritada, mesmo vendo todo o meu constragimento...
As 23h30 meu voo ultra apertado da BRA decolou rumo a SP, onde depois de 1h30 jah estava do lado de fora do aeroporto. Meu pai e minha irma foram me buscar com meu carrinho! Voltei dirigindo todo sem nocao pra casa e ainda fiquei um tempinho conversando com eles antes de capotar na cama... Tao bom rever minha familia, minha gatinha, minha casa, meu carro, minha cama...
Mas sabado cedinho jah tava acordando, mais detalhes num proximo post...
ThoMaS - 21:59
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| Sexta-feira, Novembro 05, 2004 |
Este texto foi escrito por Rodrigo Gallo. Um amigo......
"Pessoal, seguinte: hoje é um dia muito triste para a história do Brasil.
Na verdade, é um dia triste (já que está chuvoso), para lembrar um fato
triste, que ocorreu em um período triste da história do país.
No dia 4 de novembro de 1969, o ex-deputado pelo PCB e líder guerrilheiro
Carlos Marighella foi emboscado na Alameda Casa Branca, nos Jardins, e
assassinado pelo sanginário delegado Sérgio Paranhos Fleury. Na realidade,
ele foi cercado por 22 ou 23 agentes da repressão e policiais militares -
foi executado com quatro tiros à queima-roupa.
Poucos souberam de sua atuação para a derrubada da ditadura; menos ainda
se lembram de quem foi; nossa geração, infelizmente, desconhece seu nome e
sua causa. Típico desta juventude nojenta.
Marighella foi deputado no mesmo período em que o escritor Jorge Amado foi
senador pelo PCB, e, durante o governo de Getúlio Vargas, foi cassado e
preso na Bahia por vários anos.
Na ditadura de 64, se opôs ao regime, e comandou diversas ações tidas como
"terroristas": assaltou bancos para financiar a guerrilha, distribuiu
panfletos pró-democracia e lutou com armas em punho para derrubar os
militares.
Naquele 4 de novembro, tornou-se um mártir, ao contrário do que queria
Fleury. Após ser denunciado por um maldito padre chamado Ives Lesbapan
(não sei se é assim que se escreve), foi cercado nos Jardins. Era mais de
20 soldados contra ele, que, ao perceber que estava condenado, só
conseguiu correr em direção do carro e ser fuzilado. Nem teve tempo de
sacar a arma. Mesmo assim, um soldado da PM morreu e outros dois foram
baleados - uma delas ficou paraplégica (ótimo!!!). Os caras estavam com
tanto medo, já que diziam que Marighella era invencível, que mataram uns
aos outros sem perceber, como animais. O próprio Fleury disparou o tiro
fatal, na cabeça.
Com isso, a PM esperava que os conglitos de guerrilha diminuíssem. O
resultado foi que, ao anunciar a execução de Marighella para os presos
políticos do Doi-Codi, todos começaram a cantar a Internacional,
afrontando o delegado. Nascia ali um herói, que já foi esquecido por esta
sociedade hipócrita.
Incrível: há homens como Lula e José Dirceu que são idolatrados por terem
lutado na ditadura. Isto é ridículo, porque eles pegaram apenas o fim do
regime, quando a repressão já era mais branda, nunca pegaram em armas,
nunca planejaram assaltos ou revoluções, nunca ao menos tentaram matá-los.
Marigheklla sim, sofreu inúmeros atentados. Um deles, no Rio de Janeiro,
levou dois tiros, um na perna e outro no abdômen. Antes de ir a um
hospital, invadiu a redação do Jornal do Brasil para mostrar o que haviam
feito.
Hoje ninguém se lembra dele. Agora, o Lula (que também o esqueceu), é
venerado por sua "luta contra a ditadura". Não sejamos cegos: saibamos, ao
menos, reconhecer quem realmente lutou pela nossa liberdade, quem deu a
vida por uma causa. Não podemos deixar a memória de um homem como Carlos
Marighella se perder em empoiradas enciclopédias. Temos de reavivar seu
nome.
Vocês já viram uma rua com seu nome? Pois há: uma via sem saída nos
Jardins. Fora isso, há uma estátua com seu busto na Bahia. Só! Falta mais.
Falta, na verdade, um filme, como fizeram com Carlos Lamarca. Falta mais
livros sobre sua vida. Falta mais respeito por seu nome. No livro
"Marighella: o inimigo número um da ditadura", o autor Emiliano José
descreveu sua história. Vale a pena ler.
Antes de morrer, o guerrilheiro disse uma frase inesquecível: "Não tive
tempo para ter medo".
Hasta la victoria, siempre!"
FEI - 08:55
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